Missa
de Réquiem
Ontem
eram flores amarelas,
Hoje,
no vaso,
São
fantasmas murchos
Absorvendo
águas fétidas.
Por
que morrer?
Para
que renascer
Se
já eram renascidas?
As
páginas viram,
O
livro é o mesmo.
As
estações são deusas vadias
Que amassam destinos.
Chove
uma chuva forte...
Meu
coração recebe todas as enxurradas,
Num
espasmo arreganha aboca
E abocanha todas as nuvens,
E abocanha todas as nuvens,
Que
existem e existirão!
Mas
tudo é ilusão!
Na
verdade
Ele
está sob uma sombra fresca
Sonhando
pequis.
Despeço-me
dos túmulos da minha infância,
Das
sepulturas sedutoramente antigas.
Eu
era menina e rezava tanto...
Minhas
mãos tornaram-se terços esquecidos
Em
gavetas escuras
E
meus olhos
As
torres das igrejas
Onde
as pombas fazem seus ninhos.
Hoje,
não sou mais...
Eu
era
Muito
aquém.
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