domingo, 11 de maio de 2014

XXIII

Subíamos a Rua D’Abadia em bandos,
Bandos loucos de gente lírica
Passávamos pelo cemitério
E enfim Santa Bárbara.

Parecia que a vida
Iria sempre sorrir
E nos presentear com sóis vermelhos.
Tínhamos sonhos
Surrealistas
Que exasperavam qualquer realidade.
Foram naqueles momentos,
No paradoxo entre ilusão e impotência,

Que nossos deuses subiram aos céus.

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