XXVII
Quem
disse que o tresloucado é feliz?
Hóspede
das decepções e dos desejos perfeitos.
Em
cada esquina a lua já ardeu dourada,
Coitado,
sempre atrasado!
O
tresloucado já não tem anjo da guarda,
Acredito
que este voou horrorizado.
É
teimoso só espera a alegria,
Insensato
insano ser do olfato perdido,
Aspirando
selvagemmente as flores.
Ele
quer o perfume das rosas artificiais,
Das
orquídeas camufladas em matas impenetráveis
E
também e tanto do devoto girassol!
Não
deveria ter nascido
Sua
vida afirma a dor,
Sua
vida deu origem a tortura.
Olhe
para ele!
Seus
olhos sempre claros
Desesperados
de tanto amor.
Lindo!
Pensão uns, outros dizem:
-Genial!
Cegos
não percebem o espetáculo bárbaro,
Do
seu suicídio inerente e lento.
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