XXXIV
Tive
um sonho,
Sonhei
com uma enorme lua azul.
Esta
desceu dos seus
E me
contemplou de frente.
Dela
só restaram seus olhos alumbrados...
Como
crias ou sementes
Esses
dois viveram em mim,
Fizeram
casa em minha virilha
E no
meu útero
Construíram
um castelo.
Eu
me tornara o país da lua azul,
Esta rodopiando sem nunca se encontrar,
Perdida
em seu eterno desassossego...
Havia
montes frios,
Mares
gelados em suas costas,
Homens
peludos
Construindo
embarcações
Com
madeira de árvores
Que
nunca sentiram a luz.
Peludos,
fortes, balbuciando
Uma
língua primitiva
Desprovida
de fonemas.
Reinaram
despoticamente
Na
ignorância daquela abestalhada procura
E
foram estes homens
Que
um dia entraram pela minha goela,
Destruindo
o exílio
Daquela
que um dia amei!
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