domingo, 11 de maio de 2014

VI



VI

Sim, dá-me pouco.
E por que não
Se tudo é sempre assim?

Coroei-me com os cipós,
De que adiantou?
Meus olhos continuam rubros...
Levantei-os e vi
O que de maior havia vivido
Em estado de cova perpétua!

Não, não nego as flores!
Amo-as amo e quero perto,
Adoçam-me os pulmões.

Porém meus espelhos se quebraram,
Machuquei os pés ao passar por eles
E já não posso me esquecer...




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