XVIII
A
morte caminha pela minha alma,
Passageira
indiscreta
Marcando-me
com suas fétidas pegadas.
Sinto
a velhice
Tomando
posse dos meus músculos,
Da
minha alegria.
Chorei
cachoeiras
E
fui água perdida no deserto!
Sorri
flores que se despetalaram,
Secaram
antes de serem tocadas.
Cobre
minha decadência
Uma
capa cheia de remendos:
Única
bagagem que levo da vida.
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