domingo, 11 de maio de 2014


XVIII

A morte caminha pela minha alma,
Passageira indiscreta
Marcando-me com suas fétidas pegadas.

Sinto a velhice
Tomando posse dos meus músculos,
Da minha alegria.

Chorei cachoeiras
E fui água perdida no deserto!
Sorri flores que se despetalaram,
Secaram antes de serem tocadas.

Cobre minha decadência
Uma capa cheia de remendos:

Única bagagem que levo da vida.  

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