Perfume
Profano
Onde
está o brilho dos seus olhos cálidos,
Do
seu jeito de cobra criada?
Ah
minha serpente,
Você
é o Paraíso Lascivo,
Com
dedos, músculos e ginga de quadris!
Eu
sou Eva
E
não quero a maçã.
Quero
o pecado original inteiro
No
vão das minhas pernas!
Vem,
contorça-se em minha alma,
Cochiche
em meus ouvidos
As
palavras indecentes
Libertadoras
dos prazeres!
E
que sua língua limosa, pegajosa,
Entre
em todos os orifícios do meu corpo:
Ouvido,
umbigo, nariz, ânus...
Depois
disso,
Duvido
que me ofereça
A
maçã.
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