domingo, 11 de maio de 2014

XXXVII

A noite cai,
Negra defunta, encobrindo os jasmins
Com o cheiro adocicado dos mortos.

Meus cabelos anelados
Sonhavam varandas e redes,
Eu estaria entre os vãos dos seus pensamentos
E sua mão
Afagaria os parasitas da minha cabeça.

Guardo guardadamente
O anel que tu me deste,
Não era de vidro
Brilha em sentimentos prismáticos
No interior de minha geografia.

Queria te mostrar a serra dourada,
A cachoeira da andorinha,
Minha filha loura!
Insatisfeita,
Almejo uma tarde qualquer

 Em que contaremos nossos nomes.

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