domingo, 11 de maio de 2014

XXVIII

Já tomei oxigênio nas madrugadas escuras,
Ainda agora provei o néctar dos desvalidos,
Não receio as dores e o prazer conseqüente
Sempre sento em almofadas proibidas.
"De quem?"
"Dos que juram moribundade
Com olhos sadios."
Erga a taça, faça o brinde!
"Brindo a hipocrisia
 Que nos faz sobreviver!"

Suplico a noite que não pare,
Quero o cheiro das rosas desavisadas,
Do momento indiscreto em que delatam a doçura!  

Sofro
E sofrer é um rito antigo
De onde as sacerdotisas

Tirarão meu nome.

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