XXVIII
Já
tomei oxigênio nas madrugadas escuras,
Ainda
agora provei o néctar dos desvalidos,
Não
receio as dores e o prazer conseqüente
Sempre
sento em almofadas proibidas.
"De
quem?"
"Dos
que juram moribundade
Com
olhos sadios."
Erga
a taça, faça o brinde!
"Brindo
a hipocrisia
Que nos faz sobreviver!"
Suplico
a noite que não pare,
Quero
o cheiro das rosas desavisadas,
Do
momento indiscreto em que delatam a doçura!
Sofro
E
sofrer é um rito antigo
De
onde as sacerdotisas
Tirarão
meu nome.
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