domingo, 11 de maio de 2014

XIII

Dama da noite, a flor

A sacerdotisa branca
Assombra os corredores,
Cantando sua maldição:

“Ó sol dos meus desvarios,
Ó meu fascinante Deus!
Por que nunca me amaste?
Passei a vida a desejar-te
 Amei as manhãs
Porque vinhas com elas.
Meu obscuro homem
Se incompreensíveis  carícias,
De tanta luz cegaste-me”

Berram e choram as corujas,
Piam o pio da desdita!
Chibatas cortam o ar...
Através de toda tortura
Escorre o sangue sagrado,
Mil gritos entoam no além...

É ela o naufrago dos breus!
É ela o asilado noturno!
É ela, o perdido cheiro dos jasmins

Nenhum comentário:

Postar um comentário