domingo, 11 de maio de 2014

VII

VII

 Sou um beija-flor do seu jardim,
 Vôo até você numa mágica alucinante,
Bebo e me extasio com seus líquidos.

Rosa que encontrei nesse labirinto,
Único ser que minha condição permite ver,
Sua cor vermelha me inebria!
Rasga-me o corpo seu caule cheio de espinhos,
Por onde passo deixo o sangue de feridas
Adquiridas em hipnóticos momentos.

Viro-me e tento partir,
Mas nunca consigo,
E me entrego à sua cor,
Ao seu cheiro,
Ao meu grande desejo.




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