VII
Sou um beija-flor do seu jardim,
Vôo até você numa mágica alucinante,
Bebo
e me extasio com seus líquidos.
Rosa
que encontrei nesse labirinto,
Único
ser que minha condição permite ver,
Sua
cor vermelha me inebria!
Rasga-me
o corpo seu caule cheio de espinhos,
Por
onde passo deixo o sangue de feridas
Adquiridas
em hipnóticos momentos.
Viro-me
e tento partir,
Mas
nunca consigo,
E me
entrego à sua cor,
Ao
seu cheiro,
Ao
meu grande desejo.
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