XXXIX
Tesouras
brancas
Cortam
em pedaços
Minha
musa de veludo.
Brancas,
Por isso impunes,
Por isso impunes,
Rasgam
o vermelho ofendido
Daquela
que já foi maciez e nostalgia.
Um
barulho indecente,
O
toque do aço com o tecido!
As
mãos não são minhas,
Só
os ouvidos incrédulos!
Um
dia houve sol,
Amantes
faustos de calor alheio,
A
mulher penetrada por cães
E o
rio frio que parecia eterno!
Vejo
cabeças decepadas
e a guilhotina abjeta
Alheia
ao serviço que exerce.
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