XXXIII
Era
tarde e a lua ainda ardia,
Ardiam
velas, santos esquecidos,
Deuses
pagãos.
A
vida, essa também ardia.
E o
ardor fez-se fogo,
Toda
a existência,
Toda
a realidade,
Uma
imensa fogueira...
Rezo
eu
Clamando
às cinzas,
Clamando
o fim dos impérios!
Minhas
mãos já não podem
Fazer
o sinal da cruz,
Nem
meus joelhos
Quedar
em templos.
Sou
eu a chama,
Sou
eu a imensa fogueira.
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