domingo, 11 de maio de 2014

XXXIII

Era tarde e a lua ainda ardia,
Ardiam velas, santos esquecidos,
Deuses pagãos.
A vida, essa também ardia.
E o ardor fez-se fogo,
Toda a existência,
Toda a realidade,
Uma imensa fogueira...
Rezo eu
Clamando às cinzas,
Clamando o fim dos impérios!
Minhas mãos já não podem
Fazer o sinal da cruz,
Nem meus joelhos
Quedar em templos.  
Sou eu a chama,

Sou eu a imensa fogueira.

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