domingo, 11 de maio de 2014

XXXI

Abrem-se as portas,
Os dois cães cabisbaixos
Lambem o rabo.
Há no limiar da paixão,
Uma fruta seca,
Uma semente,
Envolvida em doces mortalhas.
As carícias
São beijos frios,
Delicados, vindos do sonho.
Faz escuro, tão escuro,

Que parece silêncio!

Nenhum comentário:

Postar um comentário