domingo, 11 de maio de 2014

XXV

Seu coração morto
É roubado
E por amor renascido,
Você já não sabe o que dele fazer.
Suas batidas
Assustam seu peito inerte,
Sua carne verde,
Como um zumbi vaga nas ruas.
Oh Lázaro, te sentistes assim?!
O movimento dos carros,
O sorriso nos rostos,
Já nada dizem.
Se lhe oferecerem uma flor
Chorará, porque se lembrará
Que como você
A arrancaram da terra.
Não lhe culpo o estranhamento,
Sei que já não tem
A graça dos vivos.
Vejo seus olhos vidrados,
Sua boca sem sentido
Soltando palavras tremulas
Crescidas sem impulso.
Procura por alguém na multidão

Incessantemente, intermitentemente...

Nenhum comentário:

Postar um comentário