XXV
Seu
coração morto
É
roubado
E
por amor renascido,
Você
já não sabe o que dele fazer.
Suas
batidas
Assustam
seu peito inerte,
Sua
carne verde,
Como
um zumbi vaga nas ruas.
Oh
Lázaro, te sentistes assim?!
O
movimento dos carros,
O
sorriso nos rostos,
Já
nada dizem.
Se
lhe oferecerem uma flor
Chorará,
porque se lembrará
Que
como você
A
arrancaram da terra.
Não
lhe culpo o estranhamento,
Sei
que já não tem
A
graça dos vivos.
Vejo
seus olhos vidrados,
Sua
boca sem sentido
Soltando
palavras tremulas
Crescidas
sem impulso.
Procura
por alguém na multidão
Incessantemente,
intermitentemente...
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