Mora
em mim um anjo maldito,
Banido
do rebanho ao descobrir
A
selvagem sexualidade da fé.
O
anjo que devora fogo,
Que
voa pelo espaço brilhante
Horrorizando-se
com a luz.
Chamam-me
de bicho caótico
E
estou aqui ao lado de vocês.
Mora
em mim uma flor,
A
suave eterna mágica
Que
atrai borboletas e beija flores.
Meu
perfume invade portas,
Entra
em todos os quartos e salas
E te
faz ser mais feliz.
Sou
a pureza em sua bela forma
E te
ofereço o meu suave encanto.
Mora
em mim uma bruxa,
No
alto do meu castelo solitário,
Faço
poções macabras lendo velhos livros.
Nas
noites de lua,
Perambulo
pelo povoado
Soltando o meu feitiço onde quero.
Sou
a energia de uma maldição
E
posso ver o medo no olhar de quem me vê.
Mora
em mim a mulher que ama,
A
felicidade agonizante de quem quer.
Construo
sonhos ao amanhecer
E
quando o sol indiferente se vai,
Vejo-os
sangrando de dor o horizonte.
Com
o pênis amado entre as pernas
Atravesso
matas intensas, enfrento demônios,
É
ele o meu escudo, a minha lança e o meu prazer.
Toda
a excentricidade no meu sangue, em minha alma a nostalgia do infinito.
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