domingo, 11 de maio de 2014

PLÁGIO



Mora em mim um anjo maldito,
Banido do rebanho ao descobrir
A selvagem sexualidade da fé.
O anjo que devora fogo,
Que voa pelo espaço brilhante
Horrorizando-se com a luz.
Chamam-me de bicho caótico
E estou aqui ao lado de vocês.

Mora em mim uma flor,
A suave eterna mágica
Que atrai borboletas e beija flores.
Meu perfume invade portas,
Entra em todos os quartos e salas
E te faz ser mais feliz.
Sou a pureza em sua bela forma
E te ofereço o meu suave encanto.

Mora em mim uma bruxa,
No alto do meu castelo solitário,
Faço poções macabras lendo velhos livros.

Nas noites de lua,
Perambulo pelo povoado
 Soltando o meu feitiço onde quero.
Sou a energia de uma maldição
E posso ver o medo no olhar de quem me vê.

Mora em mim a mulher que ama,
A felicidade agonizante de quem quer.
Construo sonhos ao amanhecer
E quando o sol indiferente se vai,
Vejo-os sangrando de dor o horizonte.
Com o pênis amado entre as pernas
Atravesso matas intensas, enfrento demônios,

É ele o meu escudo, a minha lança e o meu prazer.
Toda a excentricidade no meu sangue, em minha alma a nostalgia do infinito.

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