XXXV
A
lua que te trouxe
Contou-nos
histórias antigas.
Falou-nos
do poeta tísico,
Que
nas noites escuras
Assombra os becos
Com
as mãos manchadas de sangue e poesia...
Sobre
à casa abandonada ,
Onde
velhos frascos de perfume
Alucinam
os que ali pernoitam...
Das
histéricas virgens mortas
Que
com seus longos cabelos
Enforcam
os incautos...
Juntos
ao pé do fogão,
Trêmulos
e abraçados,
Vimos
surgir, por século ocultas,
Vozes
aveludadas daqueles que já não possuem rostos...
Quando
o sol desabrochou!
O
rio, a pedra, o vento...
Eu
já poderia virar sereia
Diante
dos seus olhos crédulos
E
sua voz tornara-se um violino
Ao
qual não pude resistir.
Agora,
indiferente as manhãs que urdem lá fora,
Meu
corpo sonha
O
rio, a pedra, o vento...
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