XXXVIII
Um
dia antes de um ano,
Velas
içadas no porto do meu coração!
Este
assistindo impotente
O
espetáculo de sua eterna partida.
Quando
aqui chegou
Meus
chalés cheiravam a mofo
E os
meus lábios estavam cobertos por teias
Há
muito e sempre tecidas.
Meu
corpo magro
Era
uma flor de paineira,
Dissolvendo
nos tempos
Uma
onça drogada,
Minhas
anáguas amarelas
Cheiravam
a urina,
Incontinência
de quem
Há
muito deixou o baile.
Tão
solitária,
Por
companhia espelhos seculares
Que
deformavam o reflexo.
Tão
só e tão aflita
Que
não me dei conta de seu nome
Sussurrado
em meus ouvidos.
Mesmo assim,
A
desbotada saia vermelha sangrou luz
E um
fogo, há muito extinto,
Aqueceu
minhas pernas,
Decrépitas, saudando o sol
Que
me violentou a escuridão!
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